terça-feira, 13 de junho de 2017

MARCELINO VIEIRA:Cineasta mineiro debate (hoje 13.06.17) documentário sobre presença de Lampião no RN


Dona Terezinha de Jesus Queiroz(foto), 79 anos, domiciliada no Sítio Juazeiro, zona rural de Marcelino Vieira, foi visitada pelo cineasta Silvio Coutinho que abrirá as atividades culturais do Governo do Estado/Fundação José Augusto em Mossoró, com uma palestra sobre “O subjetivismo histórico na tela: O documentário Chapéu estrelado como registro dos caminhos de Lampião no RN” hoje 13 de junho as 17 horas no auditório do Fórum das Artes próximo ao Memorial da Resistência.

 Dona Terezinha reclama que os jovens não se interessam mais pela histórias de Lampião. Segundo ela, foram estes baús que os cangaceiros arrombaram quando invadiram o Sítio Juazeiro(3ª foto)

O cineasta realizou o documentário Chapéu Estrelado em maio de 2015 e por 10 dias percorreu mais de 1.000 quilômetros nos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, reconstituindo os passos do grupo de Lampião na região. Dez horas de filmagens resultaram num documentário de 90 minutos que deverá ser lançado no Estado no final do ano. Na palestra, Silvio Coutinho exibirá o making-off do filme que constitui numa seleção de cenas filmadas e double full HD (4K) com qualidade de nitidez superior. A palestra é aberta ao público.

As cidades filmadas foram Aurora, Missão Velha, Barro, Limoeiro do Norte, Milagres (CE), Santa Helena, Pombal, São João do Rio do Peixe (PB), Apodi, Umarizal, Luís Gomes, Felipe Guerra, Martins, Antônio Martins, Marcelino Vieira, Natal, Mossoró (RN).

Cineasta
Diretor, produtor e roteirista, o cineasta mineiro Silvio Coutinho está radicado no Rio de Janeiro desde 1996. Com dezenas de curtas, médias e videoclipes no currículo, seu longa de estreia “Remissão”, fotografado por Dib Lutfi e protagonizado por Léa Garcia e Imara Reis, foi selecionado para importantes festivais, como Bogocine, Calcutá e Mostra de Cinema de São Paulo, FestNatal, entre outros. Dirigiu ainda “Dias Amargos”, longa premiado no FestNatal 2009 (Léa Garcia como melhor atriz e Camila Cohen como coadjuvante), “O Mão de Luva” (documentário de 70 minutos sobre o lendário bandoleiro do século 19), e seu último filme é “Chapéu Estrelado”, com argumento e roteiro de Iaperi Araújo e produção executiva de Valério de Andrade (90 minutos, documentário sobre Lampião e a invasão de Mossoró).

Sinopse
Ano: 1927. Lampião, aliado ao jagunço potiguar Massilon Benevides e ao poderoso Coronel cearense Isaías Arruda, tramam a invasão da rica cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Este documentário reúne depoimentos de pessoas que conviveram diretamente com Lampião, algumas na casa dos cem anos, e dos descendentes das vítimas dessa campanha do cangaceiro, além de revisitar em 13 dias, 16 cidades que estão nessa jornada, que começou no Ceará, depois Paraíba e finalmente o Rio Grande do Norte. Com algumas informações do BJ

ALÉM DA RESIDÊNCIA DE DONA TEREZINHA, VEJA OUTROS LOCAIS EM MARCELINO VIEIRA QUE FIZERAM PARTE DO TRAJETO DE LAMPIÃO E SEUS CANGACEIROS:

Segundo Dona Maria Emília da Silva, estas marcas circulares foram deixadas pelos canos dos fuzis dos cangaceiros, no umbral da porta principal da casa do seu pai, no Sítio Panati. Para ela, a existência destas marcas é fator de orgulho.


Marcos simbólicos existentes as margens do Açude da Caiçara no distrito homônimo. Conhecido como: "O Cruzeiro do soldado", existe para recordar, o "Fogo da Caiçara".


Detalhe


Na capela da Comunidade do Junco, construída no local original onde foi resada a primeira "missa do soldado", em 1928. Todo os anos, sempre no dia 10 de junho, a comunidade local não esquece o sacrifício do soldado José Monteiro de Matos e realizam uma missa em sua homenagem.


Placa comemorativa do trigésimo aniversário do "Fogo da Caiçara".


Da direita para esquerda vemos o professor de geografia da rede municipal de ensino de Marcelino Vieira, Ênio Almeida, o Secretário de Cultura desta cidade, professor Romualdo Antônio Carneiro Neto, o comerciante Francisco Assis da Silva e o autor deste trabalho. Com a ajuda destas pessoas foi possível levantar a história da memória em relação a passagem de La´mpião e seu bando por Marcelino Vieira.


Aspecto atual da cidade de Marcelino Vieira


Marcas de fuzis, mantidas preservadas na ponta principal da casa da fazenda Lajes, zona rural de Marcelino Vieira.

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